16 de maio de 2016

Plantas Bulbosas

segunda, 16 de maio de 2016

Nessa época costumamos nos lembrar dos bulbos e quando pensamos neles, pensamos em jardins europeus, tulipas e narcisos, no entanto podemos ter um belo jardim com bulbos utilizando a angélica, hippeastrum, clívia, amarílis e as demais  espécies da família das Amarilidáceas (nativas da américa Tropical ou sul da África), bem como a maioria das Iridáceas (íris, Moreira, freesia), além da gloxínia (nativa do Brasil), o ciclâmen, biri, begônia tuberosa e dálias, que se comportam muito bem mesmo em regiões de clima quente.

As plantas típicas de clima frio são aquelas da família das Liliáceas (açucena branca, lírios, agapanto), mas mesmo estas conseguem se desenvolver no Brasil, principalmente nos estados do sul.

O termo “Bulbo” é aplicado para designar as plantas que apresentam uma parte subterrânea volumosa utilizada como órgão de reserva. Esse órgão de reserva pode ser um caule modificado ou uma raiz modificada e apresentam uma característica em comum: são como caixas onde se armazena alimento que será utilizado para ativar o crescimento após o período de dormência.

As plantas bulbosas, em geral, gostam de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica, com pH em torno de 6,5.

No preparo do solo para o plantio devemos revolver o solo até uma profundidade de mais ou menos 30 cm., incorporar matéria orgânica (húmus, composto, esterco curtido) e também fertilizante químico (fertilizante completo 5-10-5 ou 6-12-6).

A profundidade de plantio recomendada é de 2 a 3 vezes o tamanho do bulbo.

Tomando-se o cuidado de acrescentar areia no fundo das covas ou canteiros de plantio, não necessitamos retirar os bulbos anualmente. Isso só será feito a cada 3 ou 4 anos, ou quando se verificar uma grande concentração de plantas em um pequeno espaço.

Pode-se combinar o plantio dos bulbos com plantas perenes. Para tanto podemos plantar primeiro as perenes e depois os bulbos ou vice-versa.

No caso de plantarmos as perenes depois dos bulbos devemos tomar cuidado para não “incomodar” os bulbos já plantados.

Durante seu crescimento os bulbos necessitam de mais umidade do que no período de florescimento, porém não deve haver excesso de água em nenhum  dos períodos.

Logo após o plantio devemos fazer uma boa rega.

Após o florescimento é necessário manter as regas até que as folhas sequem.

Caso não haja uma cobertura viva do solo (plantas), recomenda-se fazer uma cobertura morta, com palha ou folhas secas, especialmente quando tivermos um canteiro só com as plantas bulbosas.

A maioria das plantas bulbosas é plantada em locais com sol, entretanto existem algumas que apreciam locais à meia sombra ou mesmo sombreados, e outras que preferem bastante luminosidade, mas não toleram o sol direto. Sendo assim devemos escolher corretamente o local do plantio para cada planta.

Atenção!

Após o florescimento não retire as folhas até que tenham secado completamente, pois todo o alimento que está nas folhas deverá ser armazenado nos bulbos para garantir sua manutenção e novo florescimento no próximo ano, bem como a sua multiplicação.

Caso seja necessário retirar os bulbos do local onde estão antes que as folhas sequem, retire-os com cuidado para não danificar muito as raízes e replante-os em outro local do jardim ou mesmo em um vaso e aguarde que as folhas sequem.

As plantas bulbosas podem ser multiplicadas por divisão das mudas ou por sementes, sendo a primeira opção a mais utilizada.

  • Bulbos: após a secagem das folhas, retirar os bulbos do solo e separar os bulbinhos que se formam. Replantar nos canteiros previamente preparados.
  • Cormos: esperar a secagem das folhas, retirar os cormos do solo separando os novos cormos. Replantar todos os cormo obtidos, mesmo os pequenos.
  • Tubérculos: retirar os tubérculos do solo após a secagem das folhas e cortá-los em pedaços, cuidando para que em cada pedaço haja pelo menos um “olho”. Plantar.
  • Rizomas: nestas plantas as folhas nem sempre secam, permanecendo verdes durante todo o ano. Devemos retirar as flores murchas para evitar a formação de sementes, o que debilita o rizoma. Quando parar o florescimento retirar as plantas do solo, cortar pedaços do rizoma com os “olhos” ou mesmo brotos e plantar.
  • Raízes Tuberosas: retirar as plantas após o florescimento, pois em algumas plantas as folhas não chegam a secar. Separa as raízes cuidando para que com cada raiz fique um pedaço do caule. Deve-se retirar um pouco das folhas mais velhas, para limpar a planta antes de plantá-la. Plantar em seguida.

Deve-se sempre evitar machucar as plantas (parte aérea e subterrânea) para evitar o aparecimento de doenças.

As plantas bulbosas podem ser atacadas por fungos, bactérias e vírus, sendo indicados nesses casos retirar e queimar toda as plantas doentes.

As pragas que costumam atacar as plantas são: pulgão, besouros, trips, lesmas e algumas larvas. Pode-se fazer um tratamento com inseticidas específicos ou mesmo eliminação manual caso a infecção seja pequena.

– As joaninhas são poderosas aliadas ao controle dos pulgões.

Antes do plantio faça uma seleção das plantas, eliminando aquelas que apresentarem aparência doente ou marcas de infestação por insetos.

Cultivo dentro de casa:

As plantas bulbosas podem ser plantadas em vasos e floreiras dentro de casa.

Na escolha da profundidade do recipiente de plantio devemos verificar o tamanho que a planta atingirá quando adulta. Plantas com o porte do lírio amarelo, Clívia ou íris, deverão ser plantadas em vasos com 25 a 30 cm de profundidade. Para plantas maiores como as alocasias use vasos com pelo menos 45 cm de profundidade.

A drenagem dos vasos deve ser eficiente, portanto na hora da montagem do vaso colocar uma boa camada de material de drenagem (carvão, pedra, cacos, cerâmicos) no fundo do vaso e utilizar uma terra porosa e bem adubada (por exemplo: 1 parte de terra de jardim + 1 parte de areia + 1 parte de matéria orgânica + fertilizante completo).

Antes e após a floração deve-se fazer uma adubação com um fertilizante composto, por exemplo 6-12-6.

Durante o período de crescimento regar mais do que no período de floração, evitando sempre que a terra fique encharcada.

Fonte: Revista O Regador. Ano 7. Nº 25. Ano 2016. Pgs 30 – 35.