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	<title>Arquivo de flores brancas - Trapp</title>
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	<description>Cultivando el amor por la tierra.</description>
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		<title>Abelhas e suas Plantas Preferidas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 20:37:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há milhões de anos uma perfeita e humilde manifestação da Natureza mantém os ciclos vitais da Terra: as abelhas. Mesmo abaladas e esquecidas elas são incansáveis e podem seguir fazendo o melhor até o fim. Elas são nada menos que os principais insetos polinizadores, responsáveis pela existência das florestas e matas e de mais de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há milhões de anos uma perfeita e humilde manifestação da Natureza mantém os ciclos vitais da Terra: as abelhas.<br />
Mesmo abaladas e esquecidas elas são incansáveis e podem seguir fazendo o melhor até o fim.<br />
Elas são nada menos que os principais insetos polinizadores, responsáveis pela existência das florestas e matas e de mais de 70% do alimento que consumimos. Mas, parece que estão desaparecendo por tantos desmatamentos, pela falta de biodiversidade, por não encontrarem alimento adequado devido ao intenso uso de agrotóxicos e pela falta de acolhida de nossa parte. Estariam mudando de planeta? Quem sabe&#8230; as abelhas são especiais. Basta refletirmos um pouco sobre a sua incrível capacidade de construir colmeias, verdadeiros modelos matemáticos de perfeição onde vive um sistema de cooperação grupal admirável. Este modelo inspirador de pura ordem nos leva a imaginar que algo maior o rege, percepção confirmada por estudos que dizem que a essência das abelhas teria vindo de Vênus. É bem possível, já que a ciência oficial expõe o fato de que as primeiras abelhas surgiram na Terra há milhões de anos, vindas de “algum lugar”.</p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-131800" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/1.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Sobre sua conhecida e atual função na face do planeta, só deveríamos agradecer. As abelhas, além de serem as principais responsáveis pela polinização das flores e, consequentemente, pela existência das sementes produzem o terapêutico mel e outros produtos ligados à nutrição e à cura.</p>
<p>Se quisermos colaborar com a manutenção desse Projeto Vida, façamos a nossa parte disponibilizando para elas o alimento forte e duradouro que as <strong>árvores e plantas</strong> oferecem em abundância. Plantando-as construímos a ponte entre os Reinos da Natureza: uma das mais nobres e urgentes funções do homem.</p>
<p><strong>ÁRVORES DOCES COMO MEL &#8211;</strong> Você pode plantar uma ou várias!</p>
<p><strong>Aroeira vermelha ou aroeira-mansa &#8211; </strong><em>(Schinus terebinthifolius)<br />
</em>Floração: novembro a abril<br />
Ocorrência: Pernambuco até Mato Grosso do Sul e R.G.do Sul<br />
Altura: 5 a 10m</p>
<p><strong>Paineira &#8211; </strong><em>(Chorisia speciosa)<br />
</em>Floração: fevereiro a junho<br />
Ocorrência: RJ, MG, GO, SP, MT, MS e PR<br />
Altura: 15 a 30m</p>
<p><strong>Louro-pardo ou freijó &#8211; </strong><em>(Cordia trichotoma)<br />
</em>Floração: abril a julho<br />
Ocorrência: do Ceará ao Rio Grande do Sul<br />
Altura: 20 a 30m<strong>   </strong></p>
<p><strong>Assa-peixe (arbusto) &#8211; </strong><em>(Vernonia polyanthes)<br />
</em>Floração: julho a setembro<br />
Ocorrência: Centro-oeste e da Bahia até o sul do país.<br />
Altura: 3m</p>
<p><strong>Calabura &#8211; </strong><em>(Muntingia calabura L.)<br />
</em>Floração: floresce o ano todo<br />
Ocorrência: exótica nativa da América Central, ocorrendo também em países da América do Sul<br />
Altura: 7 a 10m<strong>          </strong></p>
<p><strong>Capixingui &#8211; </strong><em>(Cróton floribundus)<br />
</em>Floração: novembro a janeiro<br />
Ocorrência: RJ, MG, SP e PR<br />
Altura: 6 a 10m</p>
<p><strong>Guaçatonga &#8211; </strong><em>(Casearia obliqua)<br />
</em>Floração: novembro a fevereiro<br />
Ocorrência: da Bahia a Santa Catarina<br />
Altura: 10 a 20m</p>
<p><strong>Sibipiruna &#8211; </strong><em>(Caesalpinia peltophoroides)<br />
</em>Floração: setembro a dezembro<br />
Ocorrência: RJ, SP e MG<br />
Altura: até 12 metros</p>
<p><strong>Canafístula &#8211; </strong><em>(Cássia leptophylla)<br />
</em>Floração: dezembro e janeiro<br />
Ocorrência: Sul e Sudeste do Brasil<br />
Altura: até 10 metros<strong> </strong></p>
<p><strong>Guapuruvu &#8211; </strong><em>(Schizolobium parahyba)<br />
</em>Floração: setembro a dezembro<br />
Ocorrência: do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul (se adapta também na América Central)<br />
Altura: 10 a 20 metros</p>
<p><strong>Leucena &#8211; </strong><em>(Leucaena leucocephala)<br />
</em>Floração: agosto a fevereiro (esporadicamente em outros meses do ano)<br />
Ocorrência: América tropical<br />
Altura: até 3,5 m</p>
<p><strong>Bracatinga &#8211; </strong><em>(Mimosa scrabella)<br />
</em>Floração: julho a setembro, podendo estender-se até janeiro<br />
Ocorrência: Sul do Brasil<br />
Altura: de 3 a 15m</p>
<p><strong>Pau-jacaré &#8211; </strong><em>(Piptadenia gonoacantha)<br />
</em>Floração: outubro a fevereiro<br />
Ocorrência: Nordeste e Sudeste do Brasil<br />
Altura: até 30m</p>
<p><strong>Angico &#8211; </strong><em>(Anadenanthera colubrina)<br />
</em>Floração: novembro a janeiro<br />
Ocorrência: Goiás e da Bahia até a Argentina<br />
Altura: até 20 metros</p>
<p><strong>Cabreúva &#8211; </strong><em>(Myroxylum balsamum)<br />
</em>Floração: junho a novembro<br />
Ocorrência: México, Argentina e Brasil<br />
Altura: 4 a 20m</p>
<p><strong>Tipuana &#8211; </strong><em>(Tipuana tipu)<br />
</em>Floração: setembro a dezembro<br />
Ocorrência: Argentina.<br />
No Brasil é muito utilizada na arborização urbana principalmente nos estados do Sudeste e do Sul.<br />
Altura: até 15m</p>
<p><strong>Quaresmeira &#8211; </strong><em>(Tibouchina granulosa)<br />
</em>Floração: praticamente o ano todo<br />
Ocorrência: da Bahia e Minas Gerais até o Paraná<br />
Altura: 2 a 12m</p>
<p><strong>Embaúba &#8211; </strong><em>(Cecropia pachystachya)<br />
</em>Floração: praticamente o ano todo<br />
Ocorrência: CE, BA, MG, GO, MS até SC<br />
Altura: 6 a 10m</p>
<p><strong>Amoreira-preta &#8211; </strong><em>(Morus nigra)<br />
</em>Floração: julho a setembro<br />
Ocorrência: Ásia<br />
Cultivada em diversos estados do Brasil<br />
Altura: de 3 a 5m</p>
<p><strong>Eucalipto &#8211; </strong><em>(Eucalyptus tereticornis)<br />
</em>Floração: agosto a outubro, (esporadicamente em outros meses do ano)<br />
Ocorrência: Austrália.<br />
Cultivado no sul, sudeste e centro do Brasil.<br />
O mel de eucalipto é muito utilizado por suas propriedades medicinais.<br />
Altura: 30 a 50m</p>
<p><strong>Palmeira-real &#8211; </strong><em>(Archontophoenix cunninghamiana)<br />
</em>Floração: praticamente o ano todo<br />
Ocorrência: Austrália.<br />
Amplamente utilizada como espécie ornamental.<br />
Altura: até 4 a 20m</p>
<p><strong>Palmeira-jerivá &#8211; </strong><em>(Syagrus romanzoffiana)<br />
</em>Floração: setembro a março<br />
Ocorrência: da Bahia até o Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina<br />
Altura: até 20m</p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/3.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-131816" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/3.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Uva-japonesa &#8211; </strong><em>(Hovenia dulcis)<br />
</em>Floração: novembro a fevereiro<br />
Ocorrência: Coréia, e do norte da China ao Himalaia.<br />
Amplamente cultivada como espécie ornamental em vários estados do Brasil.<br />
Altura: até 9m</p>
<p><strong>Limão (de todos os tipos) &#8211; </strong><em>(Citrus limon)<br />
</em>Floração: concentra-se entre julho e outubro (esporadicamente ao longo do ano)<br />
Ocorrência: natural da Ásia, abundantemente cultivado em todas as regiões tropicais.<br />
Altura: de 3 a 5m</p>
<p><strong>Timbó, cipó-uva &#8211; </strong><em>(Paullinia corpopodea)<br />
</em>Floração: fevereiro a maio<br />
Ocorrência: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Santa Catarina<br />
Altura: 4 a 6m</p>
<p><strong>Astrapéia (arvoreta) &#8211; </strong><em>(Dombeya wallichii)<br />
</em>Floração: abril a agosto<br />
Ocorrência: Sul da África.<br />
Cultivada como espécie ornamental e altamente melífera em muitas regiões do Brasil e do mundo.<br />
Altura: 2,5 a 6m</p>
<p><strong>Açoita-cavalo &#8211; </strong><em>(Luehea grandiflora)<br />
</em>Floração: dezembro a fevereiro<br />
Ocorrência: Brasil (centro, sudeste e sul), Paraguai, Uruguai e Argentina.<br />
Altura: 5 a 16m</p>
<p><strong>OUTRAS PLANTAS QUE AS ABELHAS GOSTAM MUITO<br />
</strong>As abelhas perpetuam milhares de espécies!<br />
Ofereça um bom alimento para elas para que fiquem fortes e sadias e saiam por aí em seu voo, polinizando e fazendo com que as mais diversas plantas possam se reproduzir e sobreviver.</p>
<p><strong>Lavanda &#8211; </strong><em>(Lavandula sp.)<br />
</em>Floresce quase o ano todo, com flores arroxeadas.<br />
Altura de 60cm a 1m É de sol pleno.</p>
<p><strong>Manjericão &#8211; </strong><em>(Ocimum basilicum)<br />
</em>Flores brancas quase o ano todo.<br />
Seu porte varia de 40cm a 1m<br />
É de sol pleno ou de meia sombra<br />
Obs: existem muitos tipos de manjericão, inclusive os que têm flores avermelhadas ou lilases.<em> </em></p>
<p><strong><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/flores_girasol-3.png"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-131815" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/flores_girasol-3-1.png" alt="" width="241" height="300" /></a></strong></p>
<p><strong>Girassol &#8211; </strong><em>(Helianthus annuus)<br />
</em>Flores amarelas e grandes durante o verão.<br />
Porte de 90cm a 4m<br />
É de sol pleno<br />
Obs: existem variedades de porte mais baixo que são muito ornamentais, dando flores avermelhadas, alaranjadas e até marrons.</p>
<p><strong>Hortelã &#8211; </strong><em>(Mentha sp.)<br />
</em>Florezinha roxas dão em forma de pequenas espigas<br />
É de porte baixo. Até 40cm.<br />
Prefere meia sombra</p>
<p><strong> </strong><strong>Zinia &#8211; </strong><em>(Zinnia elegans)<br />
</em>Flores multicoloridas no verão.<br />
As flores são anuais. Quando secam, é momento de se retirar as sementes para o próximo ciclo.<br />
Altura: cerca de 1m<br />
Gosta de sol pleno</p>
<p><strong>Solidago,tango, vara-dourada &#8211; </strong><em>(Solidago canadensis)<br />
</em>Flores amarelas e perenes<br />
Altura de 60cm a 1,5m<br />
É de sol</p>
<p><strong>Prímula &#8211; </strong><em>(Primula obconica)<br />
</em>Existem vários tipos de prímula. No entanto, essa espécie é a mais comum.<br />
Suas flores de cores variadas dão no final do inverno e na primavera.<br />
Seu porte é de cerca de 30cm<br />
É de meia sombra.</p>
<p><strong>Calêndula &#8211; </strong>(<em>Calendula officinalis</em>)<br />
Flores ornamentais e medicinais de cor amarela e laranja.<br />
As flores são anuais, ou seja dão uma vez ao ano.<br />
Porte de 40 a 60cm<br />
Sol pleno</p>
<p><strong>Campânula &#8211; </strong><em>(Campanula persicifolia)<br />
</em>Essa planta perene floresce no final da primavera e no verão.<br />
Suas flores podem ser azuis, brancas, lilases e róseas, a depender da variedade.<br />
Porte de 40 a 90cm<br />
Gosta de sol e de meia sombra</p>
<p><strong>Orégano &#8211; </strong><em>(Origanum vulgare)<br />
</em>Suas flores pequenas e tubulares surgem no verão nas cores arroxeada e rósea. Tem de 10 a 40cm de altura.<br />
É de sol pleno</p>
<p><strong>Tomilho &#8211; </strong><em>(Thymus vulgaris)<br />
</em>Dá florezinhas arroxeadas no verão<br />
Seu porte varia de 15 a 30cm<br />
É de meia sombra ou de sol</p>
<p><strong>Dente-de-leão &#8211; </strong><em>(Taraxacum officinale)<br />
</em>Essa planta que nasce espontânea é considerada uma PANC.<br />
Tem inúmeras funções medicinais.<br />
Suas flores são amarelas e anuais.<br />
Tem de 10 a 40cm de altura<br />
É de sol</p>
<p><strong>Margarida ou bem-me-quer &#8211; </strong><em>(Chrysanthemum coronarium)<br />
</em>Essa conhecida florzinha floresce na primavera e no verão.<br />
Sua altura varia de 20 a 80cm<br />
Gosta de sol pleno</p>
<p><strong>Funcho &#8211; </strong><em>(Foeniculum vulgare)<br />
</em>Também chamado de erva-doce nacional, o funcho tem flores amarelas e pequenas.<br />
Porte entre 70cm e 1,70m<br />
Sol pleno</p>
<p><strong>Lírios &#8211; </strong><em>(Lilium sp.)<br />
</em>São muitas as variedades de lírios que podem apresentar flores solitárias ou em grupo, em geral perfumadas. As cores também variam entre branco, amarelo, vermelho, laranja, rósea.<br />
Altura de 60cm a 1,5m<br />
Gosta de sol</p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-131814" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>As abelhas são atraídas pelas plantas aromáticas, especialmente as que dão flores brancas, amarelas e lilases, e elas adoram quando o canteiro de flores se enche todo de uma vez. As plantas espontâneas que nascem sem terem sido plantadas, também são grandes atrativos para os insetos polinizadores.</p>
<p><strong>Cuide de preservá-las.</strong><br />
O uso intenso de agrotóxicos, os efeitos da poluição, etc. fazem com que as abelhas fiquem desorientadas e se percam de sua casa e de sua “família”.<br />
E uma abelhinha que se perde de casa não sobrevive. Sem abelhas não há flores, não há sementes, não há alimento.<br />
Em suas patinhas cheias de pólen está a vida dos vegetais e do planeta.</p>
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		<title>A arte de cultivar Plantas dentro de Casa &#8211; Parte 2</title>
		<link>https://www.trapp.com.br/es/a-arte-de-cultivar-plantas-dentro-de-casa-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mktgeral_trapp]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 19:46:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As plantas que vivem em vasos, convivem conosco como um membro da família. Por isso devemos conhecer seus costumes, suas necessidades e também aquilo que elas não gostam. A manutenção correta dessas vidas vegetais se torna uma arte quando, em primeiro lugar fazemos a escolha certa daquilo que vamos cultivar. Para isso precisamos ser conhecedores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As plantas que vivem em vasos, convivem conosco como um membro da família.<br />
Por isso devemos conhecer seus costumes, suas necessidades e também aquilo que elas não gostam. A manutenção correta dessas vidas vegetais se torna uma arte quando, em primeiro lugar fazemos a escolha certa daquilo que vamos cultivar. Para isso precisamos ser conhecedores da planta correta para cada tipo de ambiente.<br />
Nesse mês, você vai ter sugestões e a ficha de exemplares próprios para locais muito acolhedores:</p>
<p><strong>AMBIENTES FRESCOS SEMI-SOMBREADOS:</strong></p>
<p><u>Atenção: essas plantas não devem ser cultivadas em escritórios</u></p>
<p><strong>Antúrio vermelho ou branco</strong> <strong>&#8211;</strong> <em>Anthurium andreanum (vermelho) e Anthurium ornatum (branco)</em></p>
<p>Planta excelente para vasos. É originária da Colômbia. Dá flores na primavera-verão. Durante essa época, adube o vaso pelo menos por 3 vezes. A cada dois ou três anos, o antúrio precisa mudar de recipiente.  Reenvase-o, utilizando a seguinte mistura de substrato: 1 parte de terra comum, 1 parte de terra vegetal, 2 partes de composto orgânico acrescido de húmus de minhoca. É planta de meia-sombra, mas precisa de luz, não de sol forte. O ideal é pegar o solzinho ameno logo de manhã A luminosidade deve sempre incidir sobre o vaso. Gosta de clima úmido. É planta perene mas precisa ser bem cuidada.<br />
Regue 2X por semana, sem nunca encharcar. Para garantir-lhe umidade constante, coloque o vaso sobre um prato forrado com seixos ou turfa sempre úmidos. Porém não deixe água nesse pratinho para não apodrecer as raízes. Multiplica-se por divisão de touceira. Para favorecer o surgimento de flores novas, retire as murchas e as folhas amareladas, pique e deixe no solo para alimentar a planta.<strong> </strong></p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-130045" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1-3.jpg" alt="" width="231" height="300" /></a></p>
<p><strong>Lírio-da paz ou bandeira-branca &#8211; </strong>(Spathiphyllum wallisii)</p>
<p>Ele parece um antúrio branco, mas não é! É que os dois são da mesma família botânica: aráceas. O conhecido lírio-da-paz também tem sua origem na América do Sul, especialmente Colômbia e Venezuela e é associado a qualidades como tranquilidade, harmonia, paz, otimismo, pureza. Do ponto de vista científico, essa planta ajuda a eliminar as toxinas do ar. Planta de meia-sombra, não foge à regra de precisar de luminosidade por algumas horas por dia, e nunca ficar sob sol direto. Gosta de clima úmido e é perene, vivendo por muito tempo quando bem tratado. Gosta de solo úmido, sem encharcamento. Excesso de umidade leva ao apodrecimento das raízes. Substrato ideal rico em matéria orgânica: 1 parte de terra comum, 1 parte de terra vegetal, 2 a 3 partes de composto orgânico acrescido de húmus de minhoca. Pode-se acrescentar um pouco de areia fina ou de turfa. Adube 3X por ano. Procure manter as folhas sempre limpas (e brilhantes), passando um pano úmido. Multiplica-se por divisão de touceiras. Pode ser encontrado na forma de lírio-da-paz miniatura (com folhinhas mais finas e flores menores) ou como lírio-da-paz gigante, com folhas mais largas e de um verde mais intenso. Seja como for, o lírio-da-paz sempre cresce de forma equilibrada. Quando a “casa” (vaso) estiver muito cheia, é hora de desbastar, dividindo mudas e criando novos e lindos vasos!</p>
<p><strong>Nandina ou bambú-do-céu ou avenca-japonesa &#8211;</strong> <em>(Nandina domestica)</em></p>
<p>Essa planta ornamental possui folhinhas lindas e delicadas que se tornam vermelhas no outono&#8230; Parecida com o bambú, tem longos ramos e folhas estreitas. Em vasos, pode atingir 1,70m. Multiplica-se por brotos, estacas, divisão de touceira ou sementes. Originária da China e do Japão, pode ser cultivada externamente no chão de terra ou em vasos fora e dentro de casa. Quanto maior o tamanho do recipiente, maiores as condições da planta se desenvolver. Vai bem ao sol, mas melhor à meia-sombra. Prefere clima ameno. Regas 2X por semana, mas no verão pode precisar de mais água. Nutra sua nandina com um substrato fértil com boa matéria orgânica na proporção de 1 parte de terra vegetal para 1 parte de terra comum, 2 a 3 partes de húmus de minhoca acrescido de composto orgânico. Adube pelo menos 4X ao ano. Pode os ramos secos. A floração é branca e se transforma em frutinhos vermelhos, com sementes.</p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/3-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-130046" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/3-1-2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Nertera ou planta-de-contas-de-coral &#8211;</strong> <em>(Nertera depressa – granadensis)</em></p>
<p>Originária de várias regiões banhadas pelo oceano Pacífico (países da Ásia, Oceania e das Américas). Essa plantinha de meia-sombra é perene e rasteira, formando moitas pequenas e arredondadas. Sua altura varia de 5 a 8cm com diâmetro que chega a 50cm. Não tolera calor intenso. Suas folhas são suculentas, arredondadas, de verde vivo. No final do verão, a surpresa! A partir de minúsculas flores, a plantinha se enche de pequenos frutos brilhantes de cor vermelha, coral ou laranja com uma exuberância que dura cerca de 3 meses. Multiplica-se por sementes obtidas dos frutinhos já secos ou por meio de divisão de ramos com raiz. Dizem os especialistas que a nertera é uma planta para “experts”, por causa dos cuidados especiais que ela precisa. O substrato desse gracioso vegetal exige arejamento e boa drenagem ao mesmo tempo que precisa de umidade. Utilize terra vegetal acrescida de composto orgânico e/ou húmus de minhoca, vermiculita ou casca de arroz para dar arejamento, turfa e/ou fibra de coco. De outubro a abril nutra-a uma vez por mês com uma solução de adubo líquido próprio para esse tipo de plantinha (leia atentamente as instruções no rótulo). Regue para manter sempre a umidade, sem água em excesso. Pode-se colocar um prato com pedrinhas e um pouco de água sob o vaso. Mas, tenha cuidado! Água no pratinho pode ocasionar podridão nas raízes. Fique atento. Reenvase-a numa mistura com turfa quando o vaso estiver muito cheio.</p>
<p><strong>Begônias (de vários tipos) &#8211;</strong> <em>Begonia bowerae, begônia masoniana, begônia rex, etc.</em></p>
<p>Existem mais de 1400 espécies de begônias. Dentre elas, as que dão flores, como a begônia rex. Essas plantas tropicais adoram umidade no ar, não gostam de vento e de friagem. Devem ficar à meia-sombra, mas tomando o solzinho da manhã 2h por dia. Já o sol forte, nem pensar! Queima as folhas! Outra coisa com a qual as begônias não se dão bem: maresia. As begônias precisam de água de 2 a 3X por semana. Regue, sem encharcar. Sinal de falta de água: folhas ficam secas, mais crocantes do que já são naturalmente. Excesso de água nas begônias se detecta quando o cabinho das folhas fica marrom e podre. Substrato: composto orgânico, húmus de minhoca, matéria orgânica com o arejamento da vermiculita. Terra vegetal faz a base de tudo. Você também pode utilizar um pouco de substrato comercial próprio para mudas e um pouco de substrato para samambaias. A turfa entra nesse time. Propagação: a partir das próprias folhas ou de estacas (quando a folha tem a haste longa) e por divisão de rizomas.</p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/2-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-130048" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/2-1-2.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Cissus ou cipó-uva ou uva-do-mato &#8211;</strong> (<em>Cissus rhombifolia)</em></p>
<p>Uma planta de brilho próprio! Na sua juventude as folhas são verde-claro e na maturidade atingem um verde-escuro muito brilhante. É da mesma família das parreiras ou videiras e suas belas folhas recortadas, parecem com as da “prima” uva. Seu caulezinho é castanho-dourado e suas gavinhas (órgão que a caracteriza como trepadeira) cobertas de uma penugem muito delicada. Elegante e decorativa, se dá bem tanto em ambientes internos como externos, sendo que à meia-sombra vai ainda melhor, o que não quer dizer que ela não precise de claridade e de um solzinho ameno por umas 2h por dia, porém o sol forte queima suas folhas! Muito versátil, pode ser cultivada em vasos suspensos, pendurados, ou em vasos que fiquem sobre aparadores altos. Isso porque o cissus é uma trepadeira que tanto pode correr por grades e treliças, como pode virar uma planta pendente (com efeito cascata). É originária da América Latina e gosta de temperatura amena. Seu crescimento é rápido. O substrato deve ter boa quantidade de matéria orgânica (composto, húmus, etc.) e boa drenagem. Para isso utilize fibra de coco, vermiculita e tudo o que permita a aeração. O bokashi também é uma forma de fertilização bastante interessante. As indicações de quantidade vêm no rótulo. O cissus gosta de regas regulares (2 a 3X por semana) mas, como toda planta, não suporta o encharcamento. Quando há estiagem, o cissus costuma perder suas folhas. Uma planta que não precisa de podas. Multiplica-se por estacas de galhos.</p>
<p><strong>FIQUE DE OLHO</strong></p>
<ul>
<li>Todas as plantas em vasos gostam e precisam ser adubadas a cada 4 meses, no mínimo. Coloque a “nutrição” própria, afofando, com uma pazinha de jardinagem, os primeiros 5 cm da terra e misture os adubos.</li>
<li>Fundamental: todo vaso precisa ter furos de drenagem na sua base que devem ser cobertos com pedriscos para não entupirem.</li>
</ul>
<p><em>Por: Cynthia de Oliveira Frank</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Histórias Verdes &#8211; Conexão entre Pessoas e Plantas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 22:40:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você acredita que uma planta possa nos inspirar a fazer algo certo para aquele momento? Acredita que sementes possam nos curar de insônia? Acredita que uma árvore desata os nós de nossa consciência e pode ser nossa confidente? No seu íntimo, você tem fé que possamos recuperar consciências humanas salvando árvores? Então, leia essas singelas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você acredita que uma planta possa nos inspirar a fazer algo certo para aquele momento?<br />
Acredita que sementes possam nos curar de insônia?<br />
Acredita que uma árvore desata os nós de nossa consciência e pode ser nossa confidente?<br />
No seu íntimo, você tem fé que possamos recuperar consciências humanas salvando árvores?</p>
<p>Então, leia essas singelas histórias, cada uma vivenciada por uma pessoa diferente, mas todas com algo em comum: dizer ao Universo que aqui na Terra ainda tem gente sensível diante da profunda amizade que emana da Natureza!</p>
<p><strong>O pinheiro confidente</strong><br />
“Conheci aquele pinheiro (Pinnus elliotti) há muitos anos atrás. Seu porte é esguio, sua ramificação suave, mas que força ele traz como guardião do pequeno espaço onde mora! Certa vez, cansada de buscar soluções para meus problemas, sentei-me sob seus ramos e encostei a cabeça no tronco, lembrando dos povos antigos que consultavam as árvores e as tinham como confidentes. Perguntei-lhe, então, o que deveria fazer para sair de tal situação e veio-me a resposta. Algo inusitado que vinha ao encontro de minha aspiração mais profunda: &#8211; Procure tal pessoa e partilhei com ela tal coisa&#8230; Foi tão claro que pensei tratar-se de minha imaginação ou que fosse uma resposta vinda de meu próprio interior. Sim! Era isso. Mas, a resposta interna só pôde emergir quando me sentei sob o pinheiro guardião e confiei inteiramente meu problema, de meses, a ele.<br />
As árvores mexem com o nosso interno e puxam de lá as respostas para nossa vida. Precisamos apenas amar e confiar”.<br />
<em>Bruna G., 42 anos</em></p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/baixa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-129722" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/baixa.jpg" alt="" width="300" height="188" /></a></p>
<p><strong>Questões urbanas, Compreensão cura indiferença<br />
</strong>“Um dos principais problemas sofridos pelas árvores hoje é a falta de interesse. As árvores são tratadas como uma ‘coisa’ que está ali em pé. Há uma indiferença, uma falta de atenção. Outro dia o faxineiro do prédio onde moro sugeriu que cortássemos o belo<em> jacarandá-mimoso</em> que está na porta do edifício, pois suas flores ao caírem na calçada estavam dando mais trabalho para ele varrer. Imediatamente chamei pela inteligência dele. Não o critiquei, nem julguei. Disse apenas que tinha certeza que ele conhecia um pouco de biologia. Que sabia a importância que uma árvore tem nas grandes cidades no sentido de ajudar a despoluí-la. Que ele sabia que uma flor se transforma em semente e que sem sementes não temos mais árvores no mundo. Chamei também pelo seu senso de beleza. Será que ele preferia áreas totalmente cimentadas, sem um verdinho, ou será que ele gostava de ouvir um pássaro cantar, sentir um aroma agradável de flor e sentar-se sob uma sombra refrescante em dia de calor intenso? Ele parou, pensou e ficou tão orgulhoso por se sentir inteligente que esqueceu um pouco da vassoura”.<br />
<em>Sonia Maria O., 54 anos</em></p>
<p><strong>Irmã de sangue<br />
</strong>“Pouca gente sabe, mas a estrutura molecular do pigmento verde da clorofila é idêntica a estrutura molecular do pigmento vermelho da hemoglobina do sangue humano. A única diferença está em um átomo: na clorofila ele é de magnésio e no sangue ele é de ferro. Talvez por isso quando tomamos um suco verde pela manhã ou fazemos uma caminhada junto ao verde nos sentimos tão bem. O nosso sangue deve ficar numa felicidade enorme, pois ele está recebendo alguma coisa que o complementa. Ou seja, ele está recebendo o verde que no fundo é ele mesmo. É interessante notar que na arte as cores verde e vermelho são complementares. Sabemos agora que essa união não acontece só na arte. Nós precisamos do verde para viver porque o nosso sangue precisa de oxigênio. As árvores mais uma vez se fazem vitais”.<br />
<em>Ana Maria S.,67 anos</em></p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-129724" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/2.jpg" alt="" width="300" height="277" /></a></p>
<p><strong>Um encontro restaurador</strong><br />
“Contou-me uma amiga que estava passando por uma fase de insônia que, um dia caminhando por uma trilha arborizada, encontrou um <em>araxixá</em> enorme. Os <em>araxixás</em> ou <em>chichás</em> são árvores de grande porte e beleza. Este exemplar estava em plena fase de frutificação, na qual oferece seus magníficos estojos ou cápsulas que guardam sementes fortes, negras e comestíveis. Esse estojo, ainda no pé, tem uma cor externa vermelho-rubi e internamente apresenta um amarelo-ouro onde descansam as sementes que acaba de construir. Minha amiga ficou tão deslumbrada com o espetáculo que se aproximou ainda mais da árvore e começou a conversar com ela.<br />
Sentia no coração a comunicação com aquela espécie que lhe dizia para ser firme, não titubear, não duvidar, andar com passos firmes no chão e cabeça ereta, digna de quem sabe para onde se dirige. Em seguida, apresentou-lhe um pé de alfavaca, sua vizinha, oferecendo a esta amiga suas pequenas e aromáticas folhas. A árvore a fez perceber que elas cuidariam de seu pulmão, fortalecendo-a. Minha amiga ficou tão grata que chorou, pedindo ao <em>araxixá</em> que a abraçasse. Assim, aquele ser humano e o ser árvore permaneceram alguns minutos. Ao se despedir, a amiga pediu ao araxixá alguns estojos com sementes, pois tinha a intenção de propagar sua espécie e de distribuir os estojos como presentes para os amigos. O <em>araxixá</em> “agradeceu”, e ela foi levada a olhar para o chão – visto que os estojos pendurados nos galhos eram de difícil acesso. Ao olhar para o solo, minha amiga deparou-se com dezenas desses belíssimos aparatos, recolhendo-os todos. Mais uma vez agradecida, ela ia se retirar quando aquela incrível árvore comunicou ao seu coração que colocasse os estojos e as sementes próximos de sua cama e, quando precisasse, lembra-se do araxixá. Como um anjo verde ele iria ajudá-la. Assim fez a amiga e após sete dias, plantou as sementes que trata como preciosas joias. No coração, permaneceu a amizade, o apoio e a certeza de que as árvores são muito mais do que árvores. O amor incondicional que possuem eleva a nossa pessoa a um estado de pura confiança que tudo restaura”.<br />
<em>Natália C., 37 anos</em></p>
<p><strong>Limões socorristas</strong><br />
“ O cheiro que saia do ralo da pia da cozinha era insuportável. De produtos químicos, de removedor. Exalava por toda a casa, refluxo de um sistema de esgoto mal construído. Atiramos água fervente, produtos de limpeza e nada, o odor prosseguia e já era de noite. Como vamos dormir com esse cheiro? Era a pergunta. De repente a inspiração: o reino vegetal respondia e acudia mais uma vez. Peguei todos os limões que tínhamos e fui espremendo um a um dentro do ralo. O cheiro passou quase de imediato. Receita para fortes odores? Mais que isso. Uma constatação de que os vegetais ajudam o homem até em momentos inesperados. Libera situações. Quando você se encontrar em dificuldades, chame por este reino”.<br />
<em>Luiza P. 45 anos</em></p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-129725" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/3.jpg" alt="" width="300" height="188" /></a></p>
<p><strong>As patas-de-vaca do hospital</strong><br />
“ O grupo de patas-de-vaca de flores brancas mora em uma das mais movimentadas avenidas de Varginha, MG. Elas estão enraizadas na calçada de um grande hospital. Os ônibus passam pertinho, esbarram em seus galhos, enquanto a pavimentação da calçada toca seus troncos empoeirados. Ninguém nota sua presença e os que a notam, lhes são indiferentes. Mas elas estão ali, transformando ao ar, cumprindo seu papel de elevar aos céus o que se passa no local, trazendo do alto energias mais sutis para depositar no carente solo. Passando bem próximo delas senti a presença e o esforço dessas espécies que me brindaram com um espetáculo riquíssimo: após a floração, as patas-de-vaca enchiam o chão com sementes. Uma fartura de possibilidades de novas árvores crescerem&#8230; acolhi todas as que cabiam na bolsa e as levei para casa para semear com as crianças da escolinha onde dou aulas. Com o coração flamejante de amor e alegria, iniciei a aula:<br />
&#8211; As mães dessas sementinhas trabalham em um hospital, contei às crianças.<br />
&#8211; Elas são enfermeiras? Perguntou uma delas.<br />
&#8211; Quase isso ou até mais, elas são guardiãs do hospital.<br />
Expliquei às crianças o que significava uma árvore, quais os seus talentos e sua missão invisível. Falei também sobre seu papel bem físico em relação ao ar, à sombra e à beleza. Contei algo sobre o nascimento das sementes e todas compreenderam.<br />
Dias depois, voltando ao viveiro onde as sementinhas foram plantadas, as crianças puderam assisti-las brotando e as pequenas árvores vindo à tona de forma prodigiosa.<br />
Fizemos um círculo em torno, para agradecer, quando um dos mais sensíveis alunos disse:<br />
&#8211; Mães que estão em frente ao hospital! Suas filhas vão morar na roça. Não vão ter mais fumaça em volta e vão ser muito bem cuidadas.<br />
É isso crianças! Vamos protegê-las para que esse novo destino seja digno da oferta e sacrifício das patas-de-vaca da avenida”.<br />
<em>Rafael R., 24 anos</em></p>
<p><a href="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-129726" src="https://www.trapp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/4.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Em nome da vida</strong><br />
“ Em um local repleto de árvores, verdadeiro oásis em meio a um grande centro urbano, deparei com vários caminhões equipados com guindastes. Enquanto me perguntava que operação seria aquela, ouvi o estrondo do primeiro eucalipto vindo ao chão, apesar de amortecido pelo moderno equipamento de poda. A operação prosseguiu. Vários eucaliptos iam sendo cortados pela metade do tronco. Ver aquilo doía-me. Sem saber como proceder, aquietei-me. Uni-me então, em silêncio, àquelas árvores que tinham prestado tão inestimável serviço – eram árvores gigantescas – e orei, aberta a perceber se havia ainda algo a fazer. Senti de imediato que precisaria agir em direção ao bem, nem que fosse apenas para conscientizar aqueles trabalhadores sobre o que estavam de fato fazendo. Fui até eles e iniciamos um diálogo. Tinham explicações para tudo. Diziam estar zelando pela segurança dos pedestres, pois “aqueles eucaliptos podiam desabar a qualquer momento”. Prossegui conversando, respeitando o seu parecer e vendo neles o que de mais positivo pudessem ter dentro de si. De repente, a conversa começou a mudar de rumo. Falamos sobre a beleza das árvores, do seu valor no equilíbrio da cidade, do clima&#8230; E em dado momento percebi que os caminhões e seus guindastes tinham parado. Algo me disse que não deveria formar juízo, criticar ou mesmo falar sobre o que já havia acontecido ali, mas que deveria tentar evitar o que ainda poderia ocorrer: o corte dos demais eucaliptos. Tentei mostrar que as árvores que ainda estavam de pé exerciam papel importantíssimo e o quanto o local iria ficar “feio” se a poda prosseguisse. Ficamos mais algum tempo juntos e, assim, os largos troncos dos eucaliptos restantes permaneceram intactos. A operação simplesmente não continuou.<br />
Esse acontecimento trouxe grande alegria não só a mim, mas sei que a eles também. Os eucaliptos deram-nos uma lição. Não importa o que foi feito um minuto atrás e, por pior que tenha sido a ninguém devemos julgar. O que importa mesmo é o que ainda podemos fazer ou deixar de fazer. Olhando nessa direção e deixando tudo o que passou entregue a Deus, é que temos verdadeira condição de ajudar”.<br />
<em>Chara F., 59 anos</em></p>
<p><strong>Por: Cynthia de Oliveira Frank</strong></p>
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